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“Xixi na cama não é culpa da criança”, esclarece especialista

Interação ao vivo em rede social da Dra. Ana Escobar tira dúvidas sobre enurese noturna, o famoso xixi na cama

 

A pediatra Dra. Ana Escobar utilizou sua página no Facebook para falar sobre xixi na cama em um vídeo ao vivo, que reuniu mais de 300 comentários e cerca de 2 mil visualizações. Entre relatos e perguntas sobre os episódios enfrentados por muitas famílias, a especialista em saúde infantil esclareceu dúvidas e deu dicas sobre como lidar com o transtorno. O Sem Xixi na Cama acompanhou a transmissão e reuniu o conteúdo pra você.

Segundo a médica, a primeira coisa que precisa ser esclarecida é a idade em que as crianças, normalmente, passam a controlar o xixi. “Entre 2 e 3 anos, é esperado que as crianças controlem o xixi do dia e, somente entre 3 e 4 anos, o da noite. Entre 5 e 7 anos, ainda tem muita criança que faz, mas já é uma idade em que temos que observar, ver se tem alguma outra causa”, explica. O prolongamento do problema pode acabar afetando a autoestima da criança, principalmente em idade escolar. “A criança se sente humilhada e às vezes sofre bullying dos irmãos, de alguém da família e aí enfrenta um problema quando vai dormir na casa dos amiguinhos, da avó, dos primos”, diz. 

Durante a transmissão, realizada na última quinta-feira (08/02), a médica leu e esclareceu perguntas enviadas pelas mães que enfrentam a situação em diferentes faixas de idade, inclusive com adolescentes. “Até 1% dos adolescentes de até 15 anos podem fazer xixi na cama”, revela. De acordo com a especialista, é preciso procurar orientação do pediatra de confiança e manter a calma. “Sempre digo para os pais nesse momento de controle de xixi que é preciso ter muita calma. Quanto mais pressa a gente tem, pior é. É preciso dar o tempo da criança”, diz.

Sobre o tratamento, a pediatra enfatizou a importância de adotar hábitos como diminuir a quantidade de líquidos algumas horas antes da criança dormir e levá-la ao banheiro, mas reforçou a necessidade da indicação médica com relação a terapias medicamentosas e comportamentais de longo prazo. “A enurese tem um componente psicoemocional grande. A criança não faz porque quer, então a gente tem que ir atrás pra ver o que é e não pressionar”, orienta.

Saiba mais sobre a enurese noturna, aqui.